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Dieta da moda - bom ou ruim?



Imagem: Freepik
Antes de concluir algo, peço que leiam o texto até o final. É mais uma reflexão sobre o assunto, que uma conclusão sobre qualquer coisa. De tempos em tempos, coisas caem no gosto popular e se tornam "moda". Uso o termo moda, mesmo sabendo que ele nem é o ideal para o caso, mas é o mais usado no final das contas. O que acontece é que hoje em dia a informação corre e se perpetua muito rapidamente. Informações boas, informações ruins. E o boca a boca então funciona muito mais, pois não depende mais do encontro casual entre as pessoas. Portanto toda informação se propaga muito mais rapidamente. 

Neste ponto, dietas acabam sendo bem mais "compartilhadas" que antigamente. As pessoas conhecem uma dieta "x" (seja pela internet, revista, nutricionista) e se têm bons resultados, a divulgação acontece rapidinho. Então mais pessoas querem fazer, mais pessoas vão atrás da informação, os meios de comunicação percebem essa tendência e então o foco passa para isso. Quando acontece com uma pessoa famosa então, a coisa ferve!

Mas até que ponto essas "modas" são ruins? Eu acho ótimas! Seja de dieta, seja do assunto que for. "Modas" nos despertam a curiosidade. E mesmo que haja uma parcela de gente que faz de qualquer jeito, entende tudo errado, muitas pessoas aproveitam estes momentos para aprender. E isso não pode ser ruim!

O que precisamos ter é senso crítico. Saber que não existem verdades absolutas, e que as opiniões das pessoas não são fatos comprovados. Quando vemos algum assunto que nos desperta interesse, é preciso aprender de várias fontes, ler várias opiniões diferentes, buscar informação de qualidade e então aplicar da melhor forma em nossa vida. Conhecimento é poder!

Enquanto algumas pessoas aproveitam estes momentos para crescer, outras pessoas demonstram verdadeira aversão a isto. Me parece que algumas pessoas desgostam de algo "X" simplesmente por estar em alta. Se é "moda", automaticamente não presta. Não é bem assim. Precisamos aproveitar toda oportunidade de aprendizagem para fazer exatamente isso: aprender. É muito importante que pessoas ajudem neste momento, principalmente as que tem um conhecimento maior do assunto, com críticas construtivas, reflexões, evidências, dicas, seja o que for. Mas é preciso principalmente coerência. 

Vou usar como exemplo, a low carb. Ela pode ser considerada "moda" num primeiro momento por estar sendo bastante falada agora. Mas esse tipo de alimentação vem de nossos ancestrais, principalmente quando utilizamos uma low carb voltada para uma alimentação mais natural, sem tantos industrializados. Como é uma linha alimentar com um embasamento científico enorme, muitos profissionais da área de nutrição começaram a pesquisar, entender e trabalhar nessa linha. No princípio, como eles mesmos falam, a resistência foi intensa - principalmente por parte dos próprios colegas e conselho. Mas conforme vai se tirando a venda, e conforme os estudos e pesquisas científicas vão vindo à tona, esta linha vai sendo mais bem aceita. No entanto, ainda há muitos profissionais que simplesmente repudiam e, como se isso não bastasse, fazem uma oposição que chega a ser meio insana em alguns casos. Como já falei em posts anteriores, sempre tem a turminha "do contra". Eu vejo isso mais claramente agora, pq como meu perfil no Instagram tem crescido bastante, muitos nutricionistas têm me seguido (a maioria obviamente buscando que eu os siga de volta, claro), e eu acabo vendo isso bem claramente. Muitos aproveitam o momento para se repensar, se reformular, aprender mais, e outros querem apenas ir contra. Com a desculpa de estarem "abrindo os olhos" das pessoas, apenas confundem mais quem têm dificuldade de discernimento. 

E como se sair bem no meio dessa "guerrilha"? Pesquisando. Não aceitando apenas aquilo que queremos ouvir, mas pesquisando de verdade, em boas fontes. Todos precisamos nos alimentar da mesma maneira? É lógico que não. Somos donos de nossas escolhas, e nossa alimentação precisa refletir nossos objetivos, mesmo que o objetivo seja apenas se sentir bem. Não temos que travar batalhas para provar que A ou B é melhor, cada um precisa apenas escolher o que é melhor para si. Isso é escolha pessoal, intransferível. As escolhas são pessoais, as consequências são pessoais, ninguém tem nada a ver com isso. Por isso mesmo precisamos ter cuidado com a informação que recebemos. Filtrá-la, passá-la pela régua do bom senso, pesá-la, e decidir o que quisermos. É nossa escolha. Não do nutricionista famoso, ou da celebridade magérrima. Precisamos aprender a pensar por nós mesmos. É um aprendizado fantástico!

Projeto Bicho e Planta - de novo!!




Como comentei no post anterior, na segunda-feira irei aderir a mais um projeto #bichoeplanta. Eu já falei anteriormente a respeito dele e fiz uma versão "Dukan" para mim que, na época, ainda seguia a dieta Dukan. O resultado foi tão bom, principalmente no que se refere a bem estar, que fui me apaixonando por esta ideia de alimentação com uso mínimo de industrializados, a um ponto que culminou na minha "migração" para uma linha alimentar low carb / paleo, com foco  COMIDA DE VERDADE.

Mas enfim, do que se trata o "bicho e planta"? A nutricionista Lara Nesteruk, que trabalha nesta linha low carb, uma vez comentou em seu snapchat que quando dava uma enforcada e queria perder peso, dava uma limpada na dieta, eliminando ao máximo os industrializados e focando em vegetais e proteínas, e usou o termo "bicho e planta". A galera gostou tanto da ideia que um tempo depois ela lançou o "Projeto Bicho e Planta" no instagram. Ela fez mais algumas "edições" e agora está lançando o que diz ser a última edição do bicho e planta. Depois explicarei os motivos.

Nestes dias - desta vez serão 10 - a alimentação deve seguir uma linha mais natural possível. Em resumo: o consumo de qualquer tipo de carne e ovos (os bichos) e também legumes, verduras, frutas e oleaginosas (as plantas). Os "extra" seriam o uso de gorduras boas para o preparo dos alimentos (azeite de oliva, óleo de coco, manteiga - não me vem com óleo de soja, canola e afins!), chás (não industrializados), e café sem adoçar. Kefir também pode ser consumido por seus inúmeros benefícios. Simples assim. Sem mistérios. Na época em que conheci o bicho e planta ela lançou essa listinha, para ajudar a nortear a alimentação:



Aí vem a questão, o motivo de ela ter nomeado esta como a última edição do bicho e planta que ela vai lançar: a galera que PIRA no que é simples. Chovem perguntas do tipo: "pode vinho?", "pode pamonha?" e assim por diante. E isso seria o de menos, porque ultimamente as pessoas querem pensar cada vez menos, e ter respostas prontas cada vez mais. Mas tem gente que chega com o papo L O U C O de que com essa alimentação as pessoas ficarão desnutridas, doentes, e uma infinidade de sandices que eu realmente entendo o desânimo dela em passar por essa encheção de saco. Porque muitas não são perguntas inocentes. Há acusações pesadas no meio. Eu não sei se a indústria alimentícia fez uma "lavagem cerebral" tão bem feita que as pessoas são capazes de perceber que TODOS os nutrientes são encontrados exatamente neste grupo de alimentos (bichos e plantas), ou se a ignorância tem aumentado a níveis estratosféricos mesmo. Se vocês forem ao perfil dela no Instagram, poderão ver por si mesmos as sandices.

Esse tipo de alimentação é extremamente benéfica à saúde. Retirar industrializados traz uma disposição e bem estar que realmente fazem a diferença. Tanto que eu, adepta da Dukan, encarei o julgamento (que não foi pouco) e mudei de linha alimentar depois que meu marido topou pegar junto, não mais como dieta, mas como ESTILO DE VIDA. Emagreci sim, mas o bem estar me conquistou. No dia a dia de uma alimentação LCHF, rola um queijinho, creme de leite, etc. No bicho e planta não.
Se você tiver que ficar pensando "ah, será que isso pode?", "isso pode?", se ficar buscando brechas para consumir as coisas que você quer, não faz sentido. Ninguém PRECISA fazer isso. Se for um sacrifício, não vale a pena fazer. O intuito é ser algo bom, que promove o bem estar e pronto. Passou disso, é bobagem.

Caso tenha dúvidas se algo pode ou não ser consumido, pergunte-se: "é um bicho?", "é uma planta?". As exceções estão na lista. De resto, tudo entra na denominação bicho e planta. Não tem mistério.

E aí, alguém topa? No Instagram já está bombando! 

Beijos!! 😚😚😚😚


O que houve esses dias



Imagem por  Freepik
E o blog mais uma vez foi deixado às traças, rs. Gente, realmente não deu para vir aqui, principalmente postar algo caprichado. Olhem só a novela! No sábado marido sugeriu que comêssemos um cachorro quente. Fazia MUITO tempo, acho que quase um ano que eu não comia salsicha. Dieta indo direitinho, então pensei: por que não? Compramos tudo, mas seria simples: molho que eu mesma fariam salsicha, sem batata palha, sem maionese, nada. Simples. Ok. Fiz tudo direitinho, comemos... e em menos de 30 minutos eu estava queimando de febre! Tomei banho, fui para debaixo das cobertas e por cerca de 2 horas (que pareceram dias) nada foi capaz de me aquecer, ou de diminuir as dores insuportáveis nas juntas. Não sei quanto tive de febre (mas a dor no corpo, calafrios e frio denunciaram) neste momento, mas sei que depois de tudo muito melhor eu tinha mais de 38ºC. Logo começou a diarreia também, unida de MUITA dor no corpo, enjôo, fraqueza. No domingo não tive febre alta, apenas aquele estado febril chatinho, mas a diarreia prosseguiu, a falta de apetite, e a dor no corpo. Comi muito pouco no domingo e o que comi parou pouco tempo no organismo, rs...

No domingo, ao acordar para ir trabalhar, não suportei o mal estar e a fraqueza e pedi para meu marido me levar ao Pronto Socorro da Unimed. Enquanto aguardava atendimento (que foi até bem rápido, cerca de 20 minutos) fui no banheiro umas 3 vezes. Complicado! Sem febre, mas a pressão baixa, baixa. Consultei com o plantonista, que me encaminhou para uma salinha para fazer um "sorinho" com algum medicamento (tão grogue que eu estava que nem sei o que puseram no soro, não lembro de Buscopam, Omeprazol, sei lá). Aí, com a pressão baixa, na hora de puncionar minha veia, foi uma dificuldade! As veias sumiam, e ela cutucava, não achava e que dor! Aí não sei se pela dor, pressão baixa, medicação ou o quê, comecei a passar super mal, sorte (?) não ter nada no estômago para vomitar, mas organismo bem tentou. Melhorou, fiquei ali uns minutos e comecei a passar mal de novo, então acabaram me transferindo para a enfermaria mesmo, para ficar ali deitada numa cama, pois a pressão estava baixando demais. Fiquei ali até acabar a medicação, em torno do meio dia e fui para casa. Ainda tive a esperança de mandar, de manhã cedo, recado para a diretora da escola de que quem sabe fosse de tarde trabalhar. Jura. Com a medicação dei uma melhorada, mas a fraqueza não permitiu nem sair da cama direito. Mas me alimentando melhor, fui ficando melhor também.

Só que a alimentação era aquela coisa: não poderia comer nada com muitas fibras para não estimular o intestino, nem laticínios, frutas somente cozidas... Acabou que o que deu uma ajudada foi o pão branco, mais refinado impossível, o restante piorava o caso. E foi isso que comi de segunda a ontem, quarta-feira. A diarreia ainda persistiu até ontem de manhã. Ontem à noite consegui comer um caldo de brócolis (só com brócolis batido e sal). Estou melhorando, mas olha, alimentação assim não me serve mais. Fome toda hora, indisposição, uma soneira danada... nessas horas percebo o quanto a low carb melhorou minha qualidade de vida. Hoje me sinto mais forte, até ontem ainda me sentia fraca pra caramba, e indo trabalhar meio arrastada, por obrigação mesmo. Então claro que não deu pra produzir nada para o blog. Impossível. Hoje comi muito pouco, apenas iogurte (que agora meu intestino aceita), e estou testando os alimentos que meu organismo aceita, mas acho que as coisas já estão entrando nos eixos. Sei que a coisa foi tão feia que mesmo tendo vivido à base de pão e biscoito salgado por estes dias, ainda emagreci, rs...

Na próxima semana inicia mais um desafio Bicho e Planta da nutricionista Lara Nesteruk, e para mim será ótimo passar alguns bons dias sem industrializados, para pôr o organismo em ordem! Logo farei um post explicando!

Beijão!

A fome na alma, nenhuma comida acalma


Leia o título do post. Leia o texto que está na imagem que ilustra este post. Com atenção. Leu? Hoje me deparei com estas duas frases na minha timeline do Instagram, através do perfil do nutricionista acima citado (@thomazbarcellosnutri). Este texto falou diretamente comigo, e sei que fala com muitas pessoas também. E esse tipo de reflexão é sempre bem vinda.

Hoje em dia eu já consigo diferenciar, por exemplo, a fome da vontade de comer. Já consigo fazer alguns jejuns, como apenas uma ou duas vezes por dia, e apenas quando a fome aparece. Ainda tenho dificuldades em perceber a saciedade, mas é um processo, leva tempo. No entanto, fazer isso não é tarefa fácil. É sim, cada dia mais fácil. Mas ainda exige muito autocontrole.

Autocontrole que me faltou e me levou aos 119kg. Que me faltou várias vezes depois disso. E que se repete em muitas pessoas. O fato de hoje eu ter um maior controle sobre isso, não significa que este controle seja fácil. Sou muito suscetível à melancolia, descambo para o lado da depressão com bastante facilidade. Preciso me monitorar constantemente para perceber os sinais e tentar parar o processo antes que se fuja do meu controle.

Ainda hoje, quando passo por um stress (nem precisa ser dos maiores), sinto uma vontade doida de comer. E não é salada que me vêm à cabeça, rs. Me vejo com aquele pensamento que tanto já me prejudicou, de que, por ter passado por algo ruim, eu "mereço" algo bom, e neste caso o algo de bom é um chocolate, um salgadinho. É aquele pensamento que temos de nos "mimar" com comida. De nos consolar no prato. 

Não bastasse isso, há muitos anos somos levados a acreditar que PRECISAMOS comer a cada 3 horas para manter o metabolismo acelerado. Caso você não saiba, isso é apenas um MITO. Já comentei em outros posts sobre isso. O organismo não precisa de alimentação constante. Um organismo normal vai sentir fome de verdade, vai pedir comida, no máximo 3 vezes por dia, e se for bastante exigido dele. O normal é umas 2 vezes mesmo. Este mito começou com não se sabe quem e foi sendo propagado por parecer fazer sentido. Mas não faz. No entanto, ele nos parece a "licença poética" para comer mais e mais. "Nossa, não estou com fome, mas preciso comer agora."

Quando somos atacados pela "vontade de um docinho", precisamos nos perguntar: o que estamos alimentando? Organicamente e bioquimicamente, o corpo não "precisa" de um docinho. Quando o corpo precisa de alimento, ele não distingue nutrientes, ele apenas quer combustível, venha de onde vier. Quem faz esta distinção somos nós. Se você come a todo momento, se sente "fome" a toda hora, você não está alimentando seu corpo, mas buscando preencher outros vazios. Que, diga-se de passagem, não serão preenchidos desta forma.

E o que eu escrevo aqui não serve apenas para quem está lendo. É uma reflexão que estou fazendo comigo mesma neste momento. A cada dia tem sido mais fácil, mas a tentação de me recompensar  com comida por algo bacana que fiz, ou por um problema que passei, ainda é latente.

Isso significa que não devo comer por prazer nunca mais? NÃO. Toda refeição deve ser um momento de prazer. Mas prazer não deve ser o único objetivo da refeição. Sim, dá para comer um docinho de vez em quando (de preferência algo não tão lotado de açúcar, pegue leve). Não adianta pirar por tudo, nem é saudável fazer isso. Mas o diálogo constante sobre o motivo de estarmos comendo é preciso. É aprendizado. E pode ser a solução para muita coisa.

Eu penso comigo que se eu não aprender a gerir meu stress, sofrimentos, tristezas, com outra coisa que não comida, todo meu empenho por uma alimentação e corpo saudáveis sempre acabará indo por água abaixo. Pois meu problema está muito mais na cabeça que no corpo. Precisamos usar nossa inteligência a nosso favor também. Não sofrer demais por algo, mas não banalizar também. Entender. Compreender, Refletir. Aceitar.

Um bom final de semana a todos!

Beijão!
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