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Precisamos falar sobre o estupro



Este assunto tem sido exaustivamente tratado nas redes sociais, sites e blogs. Eu tenho evitado postar sobre assuntos que acabam sendo polemizados, pelo fato de que o que eu escrevo nem sempre é o mesmo que você entende. Mas tendo um veículo de fala, não posso me omitir.

Todos sabemos do caso da menina estuprada por 33 rapazes nesta semana. Os motivos? NÃO INTERESSA! Não há uma única razão neste mundo que justifique um estupro. Nada, absolutamente NADA do que ela tenha feito justifica 33 monstros a terem abusado dessa forma (e ainda terem usado imagens do fato internet afora como um "troféu" da barbárie). Eles a abusaram. Filmaram. Fotografaram. E usaram as redes sociais como meio de proclamar ao mundo seu "feito" sob a certeza da impunidade.

Vivemos em um momento em que sair na rua desacompanhada é perigoso. Quando andamos na rua e, vendo homens vindo em nossa direção, não conseguimos não pensar na possibilidade de uma cantada ou abordagem violenta. Por mais que nos esforcemos, ainda tememos os homens, quando em desvantagem. Quando você anda sozinha à noite na rua (ou de dia, num lugar mais vazio), e vê um grupo de homens, você tem medo de quê? De ser estuprada. Porque essa é a "punição" que parece vir atrelada ao sexo feminino.

Apesar disso, eu não diria que existe a tal "cultura do estupro" - tema exaustivamente repetido e repetido redes sociais afora, muitas vezes sem nem sequer ter sido feita uma reflexão verdadeira sobre o assunto - em nosso país. Isso é muito sério. Dizer que há uma cultura do estupro, é o mesmo que dizer que nossos meninos são ensinados desde criança a estuprar meninas, como parte da educação do país. E se, sim, o desrespeito à mulher é entranhado em muitos desde cedo, o pensamento de que isto seria propagado quase como "de pai para filho", é um ir além da realidade. E se sim, há babacas trogloditas com o discurso de que se mulher usa mini saia merece ser estuprada sim, já há um número suficientemente grande de homens que repudiam este fato, suficientemente grande para que não percamos tempo neste tipo de generalização. Das coisas que eu mais repudio, a generalização toma o topo da lista. Quando se reflete, não se generaliza. Se sempre julgarmos todos por um só (ou por muitos, que seja!), acabamos apenas aumentando as injustiças que já existem nesse mundo. E bom, volta pro foco Denise, que se parar nesse tema vamos longe!

Mesmo eu não concordando com a "cultura do estupro", é palpável que existe sim a cultura da impunidade. A certeza de que a violência sexual, quando tratada pelos órgãos de segurança, ou acaba em impunidade, ou a punição é tão branda que quase faz o ato valer a pena. A cultura do "segura suas cabra que meu bode tá solto" - a mulher como "caça", o homem como "caçador". Sim, há uma cultura machista tão entranhada, que impregna mesmo a nós mulheres, por mas cabeça aberta que procuremos ser. Muitas vezes nós mesmas nos pegamos pensando ou agindo de forma machista. Mas quando nos abrimos, e procuramos desfazer estes nós que nos descem goela abaixo desde jovens, vamos adquirindo a consciência necessária para perceber isso a tempo. 

E dito isto, permitam-me compartilhar uma experiência. Há alguns dias, alguns alunos da escola onde trabalho foram enviados para a sala de mediação a fim de resolver um problema causado por meninos passando a mão nas meninas. Achei o máximo as meninas, ainda novinhas, brigando pelos seus direitos! Ouvi frases do tipo: "O meu corpo é MEU, você não pode passar a mão nele!". Mas infelizmente precisei também ouvir de um dos meninos que o motivo de terem feito aquilo é que "nós queria humilhar elas![sic]". Crianças, de 10 anos em média.

Passando do discurso à prática, o ponto é: o que fazer? Primeiramente: GRITAR. Sim, gritar aos quatro cantos que enquanto pudermos fazer barulho, faremos. Confrontar o tio da obra que te canta quando você passa na frente - e ele que te ache louca, dane-se. Ensinar nossas meninas a não baixarem a cabeça para estes abusos - e isso se faz também através do exemplo da família. Mas PRINCIPALMENTE, ensinarmos nossos meninos a respeitar as mulheres. Eles devem ser nosso principal ponto de trabalho. Se queremos igualdade, devemos ensiná-los que homens e mulheres têm direitos iguais. Que devemos RESPEITAR. Saber ouvir, aceitar e respeitar o NÃO. Que o sexo só deve ser feito com consentimento de ambas as partes, e que esse consentimento não deve vir do álcool por exemplo (quem nunca soube da menina que estava bêbada demais pra dizer não?). E creio que esta é nossa tarefa mais difícil. Porque sim, muitos ainda sustentam discursos de inferioridade da mulher. E lutar contra isso é uma tarefa árdua.

É claro que sabendo que a mulher DEVE ser respeitada sempre, que tem o direito de SER e FAZER O QUE DESEJAR sem ser julgada, ainda sim precisamos deixar de lado a ingenuidade de querer viver hoje como se o mundo já tivesse alcançado este patamar de civilidade. Há um longo caminho até isso acontecer. Ainda é preciso sim evitar alguns lugares, ter cuidado no sair às ruas, procurar andar sempre acompanhada, em grupo. Não adianta ensinarmos nossas meninas a serem protagonistas fechando os olhos para os riscos que, infelizmente, elas ainda passam. E é claro que isso pode fazer com que alguns tomem essa minha fala como machista (há quem não saiba perceber o meio-termo necessário). Mas este é algo que ainda precisamos fazer SIM. Evitar, sempre que isso for possível, que fiquemos à mercê de bandidos deste gênero.

Apesar de casos como este ainda acontecerem (e não serem tão raros, infelizmente), e de muitas pessoas só se manifestarem nestes momentos mais graves, já andamos um bom caminho em direção a essa civilidade que desejamos. É claro, não dá para ser tão positiva a ponto de não saber que há um caminho imenso ainda pela frente. E que depende de cada um de nós para ser percorrido. Que seja a passos de formiga. Mas que seja. 

Encerro este post com uma iniciativa muito bacana do Spotify (serviço se streaming de música), que fez uma playlist denominada #estupronãoéculpadavitima . Vejam a lista das músicas em ordem, e a frase que o nomes das músicas forma:


"Hoje 33 homens fizeram o que fizeram e nem desculpa eles pediram. Hoje queremos ver justiça. Queremos saber até quando isso vai acontecer no Brasil. Onze minutos e uma mulher abusada. Quem sã os animais? Chega, o tempo não apaga toda essa dor. Vamos gritar bem alto! Vocês não ficarão sozinhas."

Beijão!

Obs.: é preciso dizer que o termo "cultura do estupro" vem lá dos anos 70, e se referia à cultura machista que incentiva a violência contra a mulher. Essa cultura existe SIM, mesmo que muitas vezes de forma velada, em nossa sociedade. Infelizmente o termo "cultura do estupro" que vem sendo discutido neste momento se refere a uma cultura de incentivo ao estupro, como comentei no texto. Isso se deve ao fato de as palavras terem vida própria, o que significa que não podemos criar um termo e querer que ele signifique o que desejamos. Ele significa aquilo que as palavras trazem à mente de todos, principalmente à mente de quem não conhece a origem dele e,portanto, é veiculado e popularizado, muitas vezes, de forma diferente do original, simplesmente porque é o que o termo significa, dadas as palavras utilizadas para compô-lo, quando se tira o significado a ele imposto por quem o "criou". 

Não somos obrigados... nem mesmo a permanecer iguais


Falei há alguns posts atrás que eu estava "flertando" com uma linha mais low carb / paleo / lchf de alimentação. Não apenas como meio de emagrecimento, mas como algo para a vida. Tenho lido bastante (e pretendo ainda ler muito mais!), estudado e conversado com meu marido a respeito. Como já falei algumas vezes também aqui (do que eu não falo aqui, hein?) do quanto estas questões de alimentação acabaram culminando em problemas muito tristes de saúde (menopausa precoce / falência ovariana prematura) que destruíram alguns sonhos nossos quase por completo (tem sempre aquele 1% de fé que a gente insiste em manter lá no fundinho), pretendemos mudar o estilo de vida. Já mudamos bastante, mas queremos mais.

Desde que recebi o "definitivo" no ano passado, e iniciei a terapia hormonal, muita coisa mudou. Primeiro ganhei um bom peso por conta dos hormônios, aquele choque inicial que o organismo leva. Depois, uma "depressãozinha" atormentando, aquele desânimo, os sonhos desmoronados e a falta de força para reconstruir um futuro que eu havia imaginado. Tudo foi me fazendo manter as coisas num ritmo mais meia-boca. Sabe quando parece que a gente perde os motivos? Então fiquei daquele jeito. Mantendo a dieta, mas não com a firmeza necessária para que houvesse emagrecimento. Para vencer essa questão dos hormônios e perder peso, eu precisaria manter um ritmo forte na dieta, ou acabaria como estou: estagnada, parada, vendo a balança baixar 2kg, e retomá-los novamente muito em breve. 

Como todos sabem, iniciei a Dieta Dukan com aval médico. E depois de tanto tempo nela, o corpo acaba se acostumando. Porque eu saí duas vezes e retomei, e nas duas vezes que saí ganhei muito peso novamente, não porque não conseguiria manter o peso ao fim da dieta, mas porque não fiz esforço para isso, muito pelo contrário. E lá se vão o quê, 2 ou 3 anos nessa. Sem contar que cansa. Eu não aguento mais PP, não sou de muita carne, e em dias de PP acaba sendo carne e carne, para não acabar só no ovo, rs...

Também com todo esse nó emocional em que ando, a compulsão tem dado as caras, e a gente acaba naquele ciclo: come demais, depois se sente péssimo, mas faz novamente. Eu tive umas crises mais tensas, mas já melhorei bastante com essa "desobrigação" de fazer lanches, algo que aprendi com nutricionistas dessa linha mais low carb. Já faz algum tempo que parei de fazer lanches, mas não fazia por falta de tempo e sempre com "peso" na consciência por não poder comer. Aí acabava compensando na outra refeição. Aos poucos fui entendendo que a coisa não é bem assim, e um dia falaremos a respeito.

Então, eu decidi que vou mudar. Mas estou estudando. Não quero fazer o que eu fiz com a Dukan da primeira vez: fazer sem estudar direito e fazer errado, não ter bons resultados e consequentemente abandonar tudo. Quando tiver um bom conhecimento, vou compartilhar com vocês, mas daquele jeito: quando puder e tiver certeza do que estou falando.

Ainda continuarei falando da Dukan, não aprendi tanto sobre ela à toa. E ela realmente funciona. Não teria perdido quase 40kg se não funcionasse, certo? Mas infelizmente as coisas comigo não correram como o planejado. Então ainda teremos receitas, dicas e estou preparando uma surpresa bem bacana (mistério!) para os dukanianos que estão sempre por aqui. Não os abandonarei!

A parte mais difícil disso tudo foi assumir que sim, eu queria mudar. Depois de tanto tempo, ajudando tanta gente, falando tanto sobre essa dieta MARAVILHOSA que é a Dukan, euzinha, eu mesma, vou mudar. Mas fiquei aqui pensando no quanto eu não tenho que fazer as coisas conforme os outros pensam. Eu preciso mudar, e então vou mudar. Eu quero resultados, então preciso fazer o que for possível para isso.

Mas se tem uma coisa que sempre serei é grata por ter conhecido a Dukan. Por ter conhecido a Jô  Gaúcha (muuuito antes da Dukan, mas como meio para conhecê-la), que acabou sendo aquela pessoa-estímulo para que eu me aventurasse por isso. É incrível como minha cabeça se abriu para coisas novas depois da Dukan. Eu não conseguiria ir para uma dieta low carb se não tivesse feito a Dukan antes. Aprendi que não comer pão não mata. Que dá pra viver sem açúcar. Que é possível comer coisas deliciosas sem farinha. E que dá pra perder quase 40kg sem passar fome. Isso é impagável. Nada, nada paga esse aprendizado. VALEU TIO DUKAN! TE AMO! Hehehehe...

Bom, quando tiver novidades, compartilharei com vocês, ok?

Beijão!

Vichy Normaderm Gel de Limpeza Profunda - Pele Oleosa


Na semana passada falei neste post a respeito do Normaderm Total Mat, Gel Hidratante para pele oleosa da Vichy. Hoje, conforme prometido, falarei sobre o Gel de Limpeza Profunda, da mesma linha, a Normaderm, da Vichy. 

Como já disse anteriormente, perdi as contas de quantos produtos para pele oleosa já testei. Mas nenhum me deu mais problema que os sabonetes de limpeza. A pele precisa ser limpa com sabonetes específicos, para que haja um melhor cuidado com ela, já que nosso rosto é o nosso "cartão de visitas". Se não cuidamos direitinho, logo as rugas começam a dar boas vindas antes mesmo de outra apresentação mais eficiente hahahaha... Eu sempre fui meio descuidada com isso, mas faz um tempo já que ando procurando prevenir, já que percebo há um bom tempo uns pés de galinha que insistem em fazer os cantos dos meus olhos de poleiro, rs. 

A maioria dos produtos de limpeza que testei fez uma das seguintes coisas: ou não limpavam adequadamente, ou limpavam mas deixavam a pele oleosa logo em seguida ou então limpavam bem, tão bem, que ressecavam a pele e o efeito rebote logo aparecia (efeito rebote é o fato de a pele ser tão ressecada por algum produto, que a solução que ela encontra é produzir ainda mais óleo para tentar diminuir a situação). Também parei com a mania de ficar lavando toda hora, pois percebi que era exatamente isso que acontecia: os produtos ressecavam e logo a pele estava mais oleosa que antes. 

O que gostei demais neste produto: ele limpa muito bem, no entanto não sinto a pele tão ressecada depois do uso. Veja bem, a gente sente a sensação de pele limpa, mas ela não fica repuxando horrores depois. O rosto não fica lisinho, por exemplo, mas não resseca tanto. Com isso, não rola aquele efeito rebote, e a pele se mantém sequinha por bem mais tempo que com qualquer outro produto que já usei.  Acredito que pelo fato de ele não ter álcool na composição, outro ponto que me ganhou, pois sinto que tudo que leva álcool gera aquele efeito rebote nojento. 

Outro ponto que me chamou atenção nele e no Hidratante Total Mat, é que ambos não contém parabenos. Parabenos são conservantes utilizados em muitos produtos, mas cujo impacto no organismo ainda vem sendo estudado e os resultados apontam algumas possibilidade nada bacanas, então quando posso, evito. 

Com relação à limpeza: ele retira super bem maquiagem, mas com maquiagem à prova d'água ele pede alguma ajudinha extra, ok? Eu só consigo retirar bem rímel à prova d'água e lápis com produtos mais oleosos, já testei outros não oleosos e sinto que preciso esfregar mais, então não rola. Por conta da FOP a pele do meu rosto tem afinado bastante e prefiro não ficar esfregando. Mas depois que limpo, ele retira super bem os resíduos de óleo que ficam, então a dica é retirar a maquiagem à prova d'água primeiro e depois retirar o resto - e o que sobrou de oleoso dessa primeira limpeza - com esse gel. Ele é um gel fino, mas muito eficiente, veja na mão que ele escorre facilmente por entre os dedos:


O preço dele não é dos mais baixos: o tubo de 60 ml hoje (18/05/2016) está custando na Panvel R$24,35 (compre aqui). Como o outro produto, comprei quando estava com um bom preço para testar. Acontece que ele também dura horrores. Esse tubinho de 60ml dura em média uns seis meses (ou mais, eu lavo o rosto pela manhã e à noite), pois basta um pouquinho para fazer espuma e cobrir o rosto todo. Hoje (18/05/2016) o de 200ml está em promoção na Panvel Online (clique aqui para comprar) e está de R$49,90 por R$ 24,96 até mais barato que o pequeninho, então corre gente!


Eu não costumo falar muito de produtos no blog, mas encontro tanta dificuldade em ver resenhas de produtos que funcionam de verdade, ou que são realmente bons, que passarei a compartilhar mais coisas a respeito com vocês!

Se alguém tiver dicas de produtos / maquiagem para pele oleosa, deixa a dica que adoro testar novidades!

Beijão!


Como ter uma calopsita mansa


Algumas pessoas que viram mais snaps com o joinha das fotos (de nome Miquerinos, ou simplesmente PIU hahaha) me pediram para contar como consegui um animalzinho tão dócil e safadinho. Bom o post de hoje é para contar rapidinho e dar algumas dicas para você que, assim como eu, ama pássaros e quer um animalzinho para manter solto pela casa e que seja carinhoso e tudo o mais.

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