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Como fazer leite de coco em casa


Quando começamos - meu marido e eu - a nos interessar por uma alimentação numa linha mais natural, comecei também a buscar mais informações, seguir profissionais que trabalhassem nesta área nas redes sociais, e ler bastante a respeito. Seguindo a nutricionista Lara Nesteruk (que trabalha nesta linha low carb) aprendi, além de diretrizes sobre uma alimentação mais natural, a fazer leite de coco! Eu, que pensava ser algo super trabalhoso e sempre preferi comprar o vidrinho da prateleira do supermercado!

Para começo de papo, o coco é considerado um dos melhores alimentos do mundo. Vejam bem, estamos aqui falando da fruta, in natura. O coco ralado de pacotinho, o leite de coco de vidrinho e afins já são subprodutos que a indústria lançou e que já acabaram com a imensa maioria destes benefícios. Além de conter gordura de excelente qualidade, e diversas vitaminas, o coco contém um nutriente chamado ácido láurico, que é um componente importante do leite materno humano - aquele responsável pelo fortalecimento imunológico do bebê e motivo de tantas campanhas pró amamentação. Inclusive, no óleo de coco ele está em maior concentração que no próprio leite humano. Ele faz com que a medula óssea fabrique mais células brancas de defesa - o que é fantástico para a saúde, claro. 

Além de tudo isso, ele é uma fruta que possui muitas vitaminas, fibras e pouquíssimo açúcar. Ou seja: numa dieta low carb cabe muito bem! E como se não fosse suficiente, um coco rende pra caramba! Dá pra retirar a água, fazer leite de coco e com o bagaço que restar disso dá para fazer farinha de coco ou manteiga de coco. Já fiz leite de coco e farinha de coco. Tentei fazer manteiga mas desisti no meio do processo e em algum outro dia posso tentar fazer - mas não  no momento, rs.

Hoje vou explicar assim, por texto mesmo. Uma hora dessas pretendo fazer um vídeo ensinando - mas mais pra frente, confesso não estar na "vibe" para gravar vídeos. Mas no snapchat explico todo o processo cada vez que faço, me segue lá, o user é dennybap. Bom, vamos lá!

Como fazer Leite de Coco

Ingredientes

- 1 coco sem a casca e sem a água
- água quente (não fervente)
- pano limpo para coar
- peneira grande

Antes de mais nada aqui segue um vídeo com dicas para tirar seu coco da casca mais facilmente (se você morar numa cidade como a minha, onde já é fantástico encontrar a fruta, mas não rola encontrar aquelas bandejinhas de coco seco em pedacinhos, o vídeo vai ajudar bastante!):



Passo 01 - após retirada a casca grossa e dura do coco, você vai picar a polpa (a parte branca, ainda com uma casquinha fininha marrom) com uma faca em cubinhos menores. Isso vai facilitar o trabalho para o seu liquidificador. Mas se seu liquidificador for "macho", pode picar em pedaços maiores! Eu prefiro não testar muito o meu, rs... Coloque então estes pedacinhos dentro do seu liquidificador.

Passo 02 - coloque a água quente até quase cobrir os cocos. Não precisa cobrir totalmente. Aos poucos você vai escolhendo a quantidade de água de acordo com o tipo de leite de coco que você deseja: mais grosso, mais ralo. A água quente ajuda a soltar a gordura do coco, que queremos sim neste leite de coco, exatamente por conta do ácido láurico!

Passo 03 - agora é hora de bater. Não precisa bater infinitamente. E ele também não vai ficar um "creme" ou algo assim. Você vai bater por uns dois minutos, até que a polpa do coco esteja bem trituradinha, mas ela ainda vai ficar bem aparente.

Passo 04 - pegue agora uma jarra, coloque na boca dela uma peneira (não grande demais, apenas o suficiente para tapar a boca da jarra), e dentro dessa peneira coloque um pano de prato ou outro tecido bem limpo para poder coar esse leite. Ele ainda estará cheio do "bagaço" do coco, e precisamos coar. Mas o coador dá muito trabalho, o melhor é usar ele apenas como base para apoiar o tecido. Abra o tecido nele, derrame um pouco do conteúdo do seu liquidificador, feche o tecido e torça bem dentro da jarra (com as mãos limpas, nem precisava dizer, mas né) para que o tecido retenha o bagaço e libere o leite de coco.

Pronto! Você agora tem o leite de coco! Ele dura cerca de 2 dias na geladeira (sim, é pouco, mas é um alimento que não leva conservantes, logo dura menos, o que não é ruim, pois ao menos não vai te encher de mais químicos ainda, e conserva as propriedades nutricionais), mas você pode colocar em forminhas de gelo, e congelar para usos futuros. 

Depois de algumas horas na geladeira você vai perceber que ele vai se separar, assim:


Na parte superior vai se concentrar a gordura do coco, formando uma espécie de "creme de leite de coco", que fica uma delícia acompanhando frutas hein! E abaixo é tipo um sorinho. Se bater tudo você terá o leite de coco íntegro novamente, sem problemas!

Você pode usar o leite de coco de diversas maneiras: para fazer bolos, vitaminas, beber puro, capuccino e muitas outras coisas. Joga no Google que é sucesso!

Sobre o bagaço: com ele dá para fazer a farinha de coco ou a manteiga. Na semana que vem ensinarei vocês a fazer a farinha de coco, fiquem ligadinhos!

Beijão!

Fome, vontade de comer ou hábito alimentar? Dicas para diferenciar uma coisa da outra

Imagem: Freepik

O assunto de hoje é bem bacana e gera dúvidas na maioria das pessoas que está em busca de uma alimentação mais saudável ou em dieta: quando sei que estou com fome ou com vontade de comer? Eu confesso sempre ter tido muita dificuldade em diferenciar um do outro. Somado a isso, as recomendações de nutricionistas, revistas e mídia sobre o tal comer de 3 em 3 horas tornava tudo ainda mais estranho. Confesso que era trabalhoso o tal comer de 3 em 3 horas, e cada vez que o peso não baixava eu já pensava que não havia comido corretamente, logo meu metabolismo havia ficado lento e o peso então não cedia. Ah, quanta ingenuidade!

Bom, sendo orientados sempre a comer a cada 3 horas, é bem difícil diferenciar realmente a fome do simples desejo de comer algo, pois não experimentamos nada parecido com a sensação de fome. A grande verdade é que nos habituamos a comer em horários pré estabelecidos, e fazer pequenos lanches o dia todo. Então quando não fazemos isso em um primeiro momento nos sentimos incomodados, como que a fazer algo errado.

Então, é lógico que eu não sabia diferenciar a fome, do desejo de comer algo ou do hábito de comer em determinadas horas. Obviamente que a fome real, angustiante, aquela de quem necessita realmente de alimento para manter o  organismo em funcionamento, é algo que poucos de nós experimentarão ao longo da vida. Para que isso aconteça são necessários vários dias sem comer, e um grande risco de colapso do organismo. 

E então, se eu não sabia diferenciar, como sei agora? Bom, vamos por partes. Deixando claro que a fome de que trato aqui não é nem de perto aquela fome angustiante da falta de alimento necessário à vida, mas sim aquele indicador do organismo que é uma boa hora de colocar alguma energia para dentro. Segui dicas dadas por nutricionistas como a Lara Nesteruk, a Djulye Marquato, e o Dr. José Carlos Souto.


* Sentindo fome

Eu posso dar mil dicas e estratégias para se descobrir isso. Mas é preciso sentir para saber exatamente o que é fome. Eu "descobri" o que é fome com a prática do jejum, que iniciei há algumas semanas. Segui algumas dicas que citarei a seguir, e aos poucos (não é sempre imediato e automático) consegui diferenciar uma da outra. Então eu diria que para você entender melhor o que é fome e o que não é, você precisaria se permitir ficar algum tempo sem comer algumas vezes para saber por si próprio como é - e então saber com certeza.


Vontade de comer

A vontade de comer é bem específica. Você tem vontade de comer uma coisa X. Por exemplo, você parece ter "fome", mas só comeria se fosse um bife acebolado. Você quer comer um chocolate. A vontade de comer é bem específica, você tem vontade de comer alguma coisa, exatamente aquilo. Se não tiver exatamente aquilo à sua disposição, então você pode protelar para comer mais tarde. Se você sente isso, então você não tem fome, tem vontade de comer. 



* Comer por hábito

Esta é a "mania" mais fácil de identificar, e a mais difícil de abandonar. Crescemos com nossas mães nos enfiando comida goela abaixo, e dizendo que se não comêssemos nas horas pré estabelecidas morreríamos ou terminaríamos doentes. A intenção não era má, é isso que as últimas gerações aprenderam a fazer e apenas estavam repassando isso. Pular refeições era quase um sacrilégio! Então nos habituamos a comer pela manhã mesmo sem fome. A almoçar ao meio dia mesmo sem fome. A jantar à noite mesmo sem fome. E isso se tornou quase um reloginho na nossa cabeça: chegando nestes horários, sentimos a necessidade da alimentação. Mas isso é apenas um hábito, que pode ser desconstruído (principalmente quando o objetivo é o emagrecimento). Obviamente isso sempre vai depender de suas necessidades e objetivos. Algumas pessoas precisam comer a cada período menor de tempo para conseguir estes objetivos (ganho de massa magra, hipertrofia, etc). Mas a maioria das pessoas não precisa seguir este padrão alimentar. Por isso a importância de se alimentar apenas com fome. 


* Fome

A fome surge quando o organismo sente alguma baixa de energia. Em baixa de energia, ele pede por comida. Mas o organismo tem suas próprias reservas, e a "dança dos hormônios" faz com que em ele possa demorar mais ou menos para pedir comida. A fome é um processo regido por hormônios, não apenas por necessidade de alimentação. Quando comemos muitos carboidratos refinados, que causam picos glicêmicos e de insulina, o organismo sinaliza "fome" mais rapidamente, pois estes hormônios acabam se desregulando. Quando você tem uma alimentação com baixo teor de carboidratos e com consumo de gorduras boas, a saciedade permanece por MUITO tempo e a fome demora para aparecer. O que diferencia a fome das situações anteriores é a necessidade urgente de comer. É algo como uma necessidade fisiológica. E o principal: a fome não é seletiva. A nutricionista Lara Nesteruk (principalmente pelo snapchat) sempre enfatiza esta não seletividade da fome. Quando você está com fome, você comeria qualquer coisa. A nutricionista Djulye vai além, e diz que quando você tem fome mesmo, comeria até algo de que não gosta tanto, se esta fosse sua única opção viável. Ela pensa num alimento que ela normalmente não comeria por não gostar, e quando pensa estar com fome, se pergunta se comeria aquele alimento se fosse o único disponível. Quando a resposta é positiva, é fome! Eu achei a comparação muito boa! E, ao menos para mim, realmente funciona. Um exemplo foi um domingo, na casa dos meus sogros. Eu estava com fome. Tanta, que me servi de um pedaço de costela, que não como há muitos anos, por não gostar. E confesso que estava bem gostoso viu (pensa na fome, rs).



* Porque saber isso é importante?

Entender tais mecanismos é importante para melhorar nossa saúde. A sociedade como um todo se alimenta mal, escolhe mal o que come e come muito mais vezes que o necessário. O resultado é a crescente onda de doenças crônicas domo diabetes, hipertensão, esteatose hepática e outras. E também os números alarmantes da obesidade.

Não, colocar a obesidade como algo que merece atenção não é gordofobia. A obesidade é situação de risco por si só, pois mesmo que a pessoa esteja perfeitamente saudável, seu organismo permanece sobrecarregado o tempo inteiro e sim, as consequências chegam, mais cedo ou mais tarde. Aqui não estamos falando da estética, mas da questão biológica. Dizer que uma pessoa gorda é feia, ou menos que outras apenas por ser gorda é gordofobia sim. Alertar que ela precisa de um peso saudável para viver por mais tempo não (obviamente há jeitos e jeitos de se dizer tais coisas).

Por isso é importante entendermos os mecanismos de fome e saciedade. Comer apenas quando nosso organismo necessita, e apenas até que esteja satisfeito. Eu acho os mecanismos de saciedade mais difíceis de se entender, e ainda não os domino. Acredito inclusive que levarei tempo para dominar isso. Mas a fome já é mais fácil.

Não estou aqui dizendo que você não deve nunca mais comer coisas gostosas (apesar de eu achar uma alimentação natural muito saborosa) como doces, chocolates e afins. Mas as coma quando tiver fome de verdade, e até que esteja satisfeito. Não dá para usar a comida como consolo ou como uma forma de tornar a vida menos infeliz o tempo todo. Precisamos encontrar quem sabe um meio termo para todos nós vivermos mais e melhor.

Isso tudo é questão de escolha. O objetivo aqui é aprendermos um pouco mais, e buscarmos ter saúde acima de tudo, da estética inclusive. Mas cada um decide o rumo que deseja tomar e realmente cada um tem o direito a escolher fazer o que bem quiser.

O que importa é sermos sempre verdadeiros com nossas escolhas!

Beijo!

Resumo da semana, preguiça e o fim de uma gripe




Lá se foi mais uma semana e olha, o tempo tem passado tão rápido, que qualquer dia desses acordarei com os fogos da virada. Saudades da época em que o recesso do meio do ano era maior, pois ele está quase chegando e sinto que não vai adiantar de nada - até porque eu terei tipo um "feriadão" e não bem um recesso. Ando cansada, este é o fato da minha semana. Tenho gostado demais de trabalhar exclusivamente na Coordenação Pedagógica (primeira vez na vida em que trabalho em uma escola sem estar em sala de aula em algum período ao menos), é um aprendizado constante para mim, e eu amo aprender, é revigorante. Ao mesmo tempo, é um trabalho infinito, e que parece estar sempre atrasado e nunca é suficiente. Me sinto aquém de minhas próprias expectativas, mas o tempo escorre pelas mãos, e o trabalho só acumula. A burocracia muitas vezes emperra a prática. Preciso encontrar um meio termo razoável, faz parte do meu aprendizado. O fato é que isso tem me esgotado mentalmente, de forma considerável. 

Neste ponto sinto que meu protocolo de jejum intermitente tem me ajudado MUITO. Um dia farei um post bem específico sobre isso, o que é e minha experiência pessoal. Mas sinto que realmente minha disposição aumenta muito, minha cabeça funciona bem melhor também e consigo focar no trabalho que, mesmo que siga acumulando (por sua característica infinita), tem rendido mais. Eu jejuo por períodos maiores (18, 20 horas) em dias alternados, por tantas horas quantas me sinto bem - jejum não é para fazer você se sentir mal, doente ou fraco. Cotidianamente acabo fazendo jejuns menores, de 12, 16 horas, por não sentir fome pela manhã.

No que diz respeito ao cansaço, sinto que minha alimentação tem me ajuda de forma MUITO significativa. Sim, eu ando esgotada mentalmente falando, à esta época do ano quem trabalha muito com a cabeça como eu precisa de um "tempo". No entanto, em outras épocas esse cansaço mental se refletia diretamente no meu corpo, então eu vivia cansada, indisposta, sem energia pra nada. Agora, ao contrário disso, chego com a cabeça cansada, mas chego e já convido o marido para sair, dar uma volta, pois a disposição está sempre em alta. 

Eu sinto que isso é reflexo direto de comer menos. Com a prática dos jejuns (inicialmente menores, depois um pouco maiores), aprendi a identificar quando tenho fome real, e quando o que sinto não passa de uma "vontade" de comer (falaremos disso durante esta semana). Ainda tenho dificuldade de identificar a sensação de saciedade, então me propus a me servir uma vez apenas, sem jamais repetir o prato. Aos poucos vou tentando identificar essa sensação de saciedade a fim de consumir porções mais adequadas ao meu corpo.

Agora vamos ao resumão alimentar desta semana. Tem sido cada vez mais tranquilo me alimentar. Eu cozinho relativamente bem e meu marido também, então às vezes um cozinha, outras vezes o outro, e há dias em que preparamos as refeições "à duas mãos", o que é muito bacana. O fato de estarmos seguindo a mesma linha alimentar como estilo de vida nos aproximou ainda mais, pois ambos gostamos de aprender mais sobre isso e conversamos horas a respeito. Bom, segue a alimentação (lembrando que as fotos não estão necessariamente na mesma ordem da alimentação)!


- Purê de abóbora cabotiá, ovos cozidos com curry e páprica picante, vagem refogada, alface e brotos de alfafa;

- Pão de coco low carb, receitinha que inventei (tá lá no instagram - denny.baptista - mas em breve postarei direitinho aqui no blog!);

- Abóbora mini cozida no vapor e recheada com carne em conserva (receita árabe) e queijo brie, cenoura e alho assados, alface e morangos;

- Alface, pimentão e vagem refogados e peito de frango comtpmate, cebola e um pouquinho de creme de leite;


- Ovo frito no óleo de coco e pãezinhos de coco tostados na frigideira com manteiga;

- Patinho assado com alho e recheado com cenouras, brócolis, queijo, e legumes refogados: cogumelos, vagem, brócolis, pimentão, cebola;

- Omelete com carne em conserva e alface;

- Bife à parmegiana, repolho roxo, alface, rúcula, tomate, brócolis, couve flor, rabanete e cenoura.


- Sanduíche feito com o pãozinho de coco;

- Castanha do Pará e amêndoas;

- Pão de coco coberto com shakshuka, um prato árabe à base de carne em conserva e ovos;

- Omelete.

Como vocês podem ver, apesar de alguns pratos um pouco diferentes (marido e eu amamos inventar moda!), a base é sempre a mesma: proteína, legumes e verduras, com uma fruta aqui, outra acolá. Perfeito!

Sim, comi só isso que está registrado nas fotos durante a semana, e em nenhum momento me senti fraca, muito pelo contrário, tenho tido mais disposição que nunca!

Uma boa semana para vocês!

Beijo!

Detox ou não - eis a questão!




Imagem por Freepik

Já falei algumas vezes sobre estas questões "detox" aqui no blog, já usei sucos "detox", já fiz semanas de alimentação desintoxicante e tudo o mais. Ultimamente  vejo um rebuliço danado em algumas redes a respeito do termo "detox". Eu acho a questão toda muito, muito simples. Mas parece que uma boa parte das pessoas curte mesmo o burburinho, a ilusão da sapiência absoluta e as "medalhinhas" por desvendar "mitos". 

Primeiramente, vou clarear a minha opinião sobre isso, acho importante. Não acredito, por exemplo, que o suco de couve retire substâncias intoxicantes do nosso organismo. Quem faz a desintoxicação do organismo são os rins e o fígado. Exclusivamente eles. A couve, o pepino, o gengibre, jamais farão este trabalho que tais órgãos fazem. Isso é ponto pacífico.

A pergunta que faço é: órgãos doentes conseguem desintoxicar alguma coisa? Não. Pelo menos não eficientemente. Ou seja, para que nossos órgãos, que realizam uma desintoxicação no organismo, façam seu trabalho a contento, precisamos deles saudáveis, certo? Certo né.

Uma questão levantada pelo novo grupo "contra o detox", é que nosso organismo não se intoxicaria, simples assim. E, caso se intoxicasse, apenas um hospital seria capaz de desintoxicá-lo. Aí eu me pergunto: o que rins e fígado filtram do nosso organismo? Vitaminas? Não, TOXINAS. Esta é uma das principais funções dos rins e fígado: excretarem toxinas, retirarem toxinas de nosso organismo. Toxinas nada mais são que substâncias tóxicas produzidas muitas vezes por nós mesmos. Veja seu dicionário.

Todos sabemos que nossa alimentação fornece praticamente todas as substâncias vitais ao organismo. Tanto que, se não nos alimentarmos, morreremos. A digestão do que comemos produz toxinas: a filtragem que os rins fazem, por exemplo, nada mais é que separar as substâncias tóxicas do que recebemos pela alimentação (e outros meios também) e excretá-las, retirá-las do organismo. Em resumo: nos desintoxicamos diariamente, através de nossos próprios órgãos.

O que uma alimentação "detox" tem como premissa básica: o consumo mínimo de industrializados, que contém substâncias químicas, que, adivinha? Nos intoxicam. Não se trata aqui de intoxicações que matam, que fazem com que passemos mal e tudo o mais. Mas sim, de elementos que vão, aos poucos, adoecendo nosso organismo. Estes elementos podem vir de alimentos industrializados (que contém uma lista imensa de ingredientes que, em sua maioria, não fazemos ideia do que são), de medicamentos, de materiais com que temos contato cotidianamente (plástico, chumbo).

Eu vejo o termo "detox" obviamente sendo usado de maneira incorreta muitas vezes - como um milagre do tipo "tome este chá detox e tudo certo". Eu sempre achei que era ÓBVIO que não era milagre, mas ao que vejo não é tão óbvio assim.

O que períodos de alimentação livre de industrializados fazem? Dão mais energia, ajudam o organismo como um todo a trabalhar melhor, dão "um tempo" na carga de químicos para o organismo. E aí o óbvio acontece: funcionando melhor, rins e fígado também eliminam melhor as toxinas do organismo. Não seria isso a desintoxicação? Não seria o tal detox? Eu acredito que sim.

Eu senti e sinto os benefícios de uma alimentação o mais limpa possível. Quanto menos industrializados uso, melhor me sinto, com mais disposição, vitalidade, durmo melhor, o humor melhora também, tudo muda de uma maneira que é impossível não perceber. Exatamente porque o organismo está funcionando bem. Porque além de não colocar mais toxinas para dentro do meu corpo, mantendo-o saudável, eu o ajudo a livrar-se das demais toxinas de uma maneira mais eficaz.

Sei lá, para mim é algo tão óbvio... Dieta detox, suco detox certamente são utilizados como meio de chamar a atenção. Nada do que façamos isoladamente surte efeito. A "água de berinjela" não emagrece se vier acompanhada de pastel no lanche da tarde. É sempre preciso um trabalho mais global, para que as coisas dêem certo. Precisamos parar de acreditar em milagres, e também parar de atirar pedras nas coisas apenas por que não gostamos da intenção. É preciso sempre utilizar o bom senso, pesquisar e entender o que fazemos e lemos. Não se ater apenas a um meio de comunicação.

Só o conhecimento nos permite diferenciar as coisas bacanas das não tão bacanas assim. Não acham?

Beijo!
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